Mais acessados

Generosidade

Por : Eduardo Heldt Urban

“Não persista no mesmo erro
Não mantenha a mesma estratégia
Crie soluções e faça ao erro um enterro

Faça da perseverança tua régia
Crie outras soluções para um só problema
Faça de diferentes opções um só sistema


Aprenda com os erros e alcance a excelência”

Inescrito

Por : Eduardo Heldt Urban

É muito difícil descrever o que sinto
O que senti no passado ou neste momento
É inexpressivo em palavras, não minto
Não expresso na fala ou no pensamento
O sentido é vago, nada, nem vezes, sucinto

Por fim, o que posso falar é: o sentimento
Tag : , ,

Recado à Rá

Por : Eduardo Heldt Urban


Provou ser digno de mim o respeito
Deixo a ti esse novo Sistema perfeito
Lidere com sabedoria, faça bom proveito
Só não esqueça de mim e de seu novo feito

A ti deixo instaurada a minha vontade
Estampe em tua face somente a bondade
Não deixe as trevas consumirem-te com deslealdade

Pois é deles, dos maus, que devemos ter pura piedade.
Tag : , , ,

Dia de Formatura

Por : Eduardo Heldt Urban

Gire mundo, gire!
Comparem-me a pessoas vazias
Coloquem-se em meu lugar
Calar-vos-ia minha mão
A um momento como esse, melhor não

Celebrações vão ocorrendo

Perto do lugar donde venho estar
Gloriosa homenagem que prestei aparecendo
E a falta de ética faz-me parar

Junto as lágrimas caídas sem mais tempo
Era esse o meu dia, terminou-se me deixando
Junto as lagrimas caídas, nem eu sei se mais agüento
Palavra por palavra, odiei ser um formando

E eu achando que o mundo era pequeno
Vejo como é grande por dentro
Agora sinto como nunca senti
O peso do meu corpo sobre mim

Sozinho aqui não me sinto mais só
Mas como hoje não sentiram dó?
Do pobre choro calado na voz
Sem falar nada preso a um nó

Sem liberdade

Por : Eduardo Heldt Urban


Um pássaro em verde e amarelo está preso em uma gaiola
Até que seu dono lhe mostra um cutelo e uma pistola

O sangue que flui no corpo, orgulhoso do carmesim
Exigindo um prisioneiro, seguindo instintos assim

Lugar de silêncio, sombras em movimento
Sem nenhum desdenho, num futuro tingido pelo sangue fresco

A vida arrogante está sentindo o gosto da solidão e da eternidade
Deixe de molho o desejo que se espalha pelo corpo de verdade

 Gotas vermelhas sobre meus lábios gananciosos caem no chão congelado

Eu beijei pela última vez a pessoa que eu mais amo, num cenário enfeitado

Coração Rubi

Por : Eduardo Heldt Urban

O Vermelho na forja onde nosso amor foi criado ficou mais forte
Não foi efêmero nem falso, somente reminiscência e não sorte
As chamas ofuscam sem fervor, lapidando dois corações de rubi
Onde na estreita prisão corpórea duas almas se encontram por ali

Os olhos remetem divinas lembranças já vividas antes
Em uma vida passada onde esses dois seres foram amantes
Não sobram dúvidas que as flechas de Eros não são errantes
Conduzidos pelo vento Zéfiros, no céu bailam irradiantes

Agora os dois tornam-se um só, não acreditam que seu amor virará pó

Guiados pelo mesmo caminho, pela mesma voz...

Velho Filme

Por : Eduardo Heldt Urban


Fora de controle, dois olhares se cruzam, o som do medo perturba seu coração
Celas tremem com prazer, debaixo do peito, deixara tudo e caíra em tentação
Manipulados pelo mesmo sentimento, mesmo ideal e pela mesma pulsação
Tragado num espaço sem sentido e sem cor, eu me rendo a sua aparição

Estenda suas asas invisíveis quando fugir, mas faça o que queres e me leve junto
Cubra-me com seu amor, suas carícias, seu afeto e alegria, tudo em um mesmo conjunto
Tantas vezes, falamo-nos durante horas, lágrimas escorrem sem fim sobre o mesmo assunto
O som que reflete do nosso olhar, a força que ele transparece faz parecer grau disjunto

Pelo desconforto que és forçada a passar, durante essa chuva cortante que o céu chora
Pela manhã após a chuva, eu vou pular nas poças, espero a noite do dia em pé desde agora
Um beijo que sela nosso laço, entrega-se de braços abertos para a dor da noite outrora
Meio século de carícias, infinitos beijos, os amantes não tem motivos, mas é lindo como a aurora

O ressoante som do projetor preenche um quarto entregue a dois corpos e uma cama
Versos logo tomam conta dali também, os mais belos e verdadeiros deles avisa que te ama
Tu e eu sorrimos em um velho filme. O casal daquele tempo faz o verdadeiro amor que a ti chama
Lágrimas se espalham para todos os lados e promessas são feitas, lindas como o velho drama



Dois corações batem melhor do que um só...
Tag : , ,

Chuva de Rosas

Por : Eduardo Heldt Urban


Uma chuva de rosas se aproxima
Um céu colorido, basta olhar para cima
Algo novo, logo um mar de gente se espalha
Mas não contam em sentir os espinhos como navalha
Uma massa vermelha se espalha por ali
A rua tingida em escarlate, a cena mais viva que eu já vi
É inevitável fugir, a tempestade nebulosa tomou conta
Rosas e mais rosas caem do céu e vida a vida se desmonta...

À mim

Por : Eduardo Heldt Urban

Eu escrevo a mim mesmo
Pois a mim não compreendo
E a mim que a escrita faz conhecer
Então cabe a mim, escrever ainda mais
Pois é dever meu conhecer a mim
E não julgar quem a mim julga
Porque àqueles que a mim julgam
Hão de conhecer a mim também

Barca da fantasia

Por : Eduardo Heldt Urban

O largo da minha mente repousa
No mais profundo descanso
Leve é o voo do pássaro que pousa
E o estalo de logo vir do remanso

Deixa-te conduzir...

À barca da fantasia
Leva ao sonho maior
A flecha da certeira pontaria
Assola meu peito ao redor

Deixa-te conduzir...

O lago donde está meu barco
Leva-me até a nascente
E na minha vida faz um marco
Onde vejo a água da minha mente

Mergulhe da barca nos teus sonhos.

Crescer

Por : Eduardo Heldt Urban

Esperando-te sozinho
Adentrando-me ao veneno
Como um verme ao seu ninho
É assim que me sinto, bem pequeno

Entregue à escuridão
No pranto do mistério
Até me ver na energia da ascensão
Desperta a luz que não enxergo

Pequenos, serenos, bem menos
Daquilo que eu esperava ver
Plenos, venenos dos frutos mono pirenos
Sem nenhum significado para viver

É como o triste inverno que passei
Diante das fervorosas luzes do frio
No qual minha alma e meu corpo congelei
Para na triste realidade viver por um fio

Quando menos, às vezes pequenos, quase nada serenos, são lentos venenos e nunca amenos.

Pois o pisar da responsabilidade não é meu terreno
E a infância deixo só, de adeus, um aceno.

Kyrie Eleison

Por : Eduardo Heldt Urban

Bailando entre as vidas está ela
Sempre presente nos mais doces momentos
Contemplamo-nos com sua beleza sem fim
Radiante voo da doçura, que desperta amor em mim.

Linda graça que faz a um só bater de asas
Vibrante são as cores que existem em ti
Então, graciosamente pousa, já esta na hora de ir
Para, e percebe que o trágico fim esta por vir...

Descanse em paz, agora você esta livre!
Um plano superior espera por você
Superior aos céus que sobrevoou por toda sua vida

Enquanto nos deixou a chorar por sua partida 
Tag : , , ,

A tese do Anjo

Por : Eduardo Heldt Urban

A expressão constante aos céus colorida, o anjo novamente apareceu...
Tem diante de seus olhos um céu cor-de-safira, que brilhava empalidecendo a constelação de Peixes...

Monitorando o destino perdido, de um povo jamais esquecido
Voltas, o tempo no fim do mundo, as pessoas não são mais as mesmas...

Até o tempo de a lua chegar, não me resta mais nada
Sentir o empalidecer da brisa no meu rosto
É o que eu mais quero...

Memórias, esquecidas, a tese do anjo realmente estava certa...
Preso a um labirinto de lembranças, esperando o meu dia chegar...

Ao forte vento que levou minha alegria de mim
Peço que me leve a outro lugar bem longe daqui

Na escuridão, diante da noite que tatua a constelação de peixes, eu agradeço ao forte vento, enfim cheguei ao meu lugar.

O Guardião Silencioso

Por : Eduardo Heldt Urban

O prelúdio foi cruel, mas a ele continuo fiel
Proteger silenciosamente tornou-se meu papel
Vigio vezes de cima, vezes no solo montado em um corcel
Botando ordem nas ruas, impedindo o tropel
Já a tempos, para morte, eu entreguei um lindo anel

Ela ainda não me respondeu...
Mas sempre soube que meu coração é seu...

Horas ela vem e, de leve, me atiça
Mas para me levar, parece demonstrar preguiça
Então resolvi entregar o lindo anel para minha nova cobiça
A vocês eu apresento: A senhora Justiça!




Inverno

Por : Eduardo Heldt Urban

Do céu pequenos flocos tombam
E os ventos que, na minha face, cortam
Emanando o gélido e indesejado frio
Tornando o dia cada vez mais sombrio
Eu sinto a cada minuto, na espinha, um arrepio
E olhando da janela pra fora, um grande vazio
O sol levanta fraco e dos raios se extraem
Os flocos de gelo que, no chão, se esvaem 



- Copyright © Eve, the bard - Eve, the Bard - Powered by Eve, the Bard - Created by Eve Zel -