Essa seria a abertura:





Book Trailer oficial do livro Origem do Além, criado pela Azo. Para mais detalhes acesse: http://evezel.azo.com.vc/


Então, pessoal. Resolvi disponibilizar para todos a trilha sonora completa do jogo Origem do Além!
Nessa madrugada finalizei o jogo e a trilha. Logo mais divulgo o jogo para download gratuito.
O jogo possui dezessete músicas originais e uma música padrão do sistema RPG Maker, (o qual não se encontra no vídeo, pois a música não é minha!) totalizando dezoito trilhas ao longo do jogo. O game vai ser curto, no máximo uns 50 minutos de gameplay, então tive que usar muitas notas na música para elas não soarem de maneira enjoativa.

É isso, ouçam, opinem, compartilhem e o mais importante: curtam ao máximo essa experiência!

Imagens exclusivas do jogo Origem do Além:








Como pode ser visto acima o jogo conta com um sistema de escolha de grupos e é o jogador quem escolhe o grupo com que quer jogar, inclusive, ao longo do jogo pode-se trocar de grupo, (trocar um membro ou até todos os membros) o jogador é quem faz o jogo acontecer da maneira dele.




Diário do caso Dedé

"24 de agosto de 2015

A coisa mais misteriosa do mundo, eu acho, é a mente humana e a sua capacidade de correlacionar todos os conteúdos criados, imaginados e já sabidos em uma única pensada. Acho engraçado o quão longe chegamos com uma história dessas criadas por um e espalhada por outros, começamos em meio a uma grande nuvem densa de branquidão. Aos poucos a nuvem vai escurecendo, os raios reverberando, nos deixando confusos, logo ricocheteando uns nos outros, nossa nuvem já não pode ser mais vista, pois já estamos em meio à tempestade. É assim que está essa situação.
Meu nome é Baltazar Goes e sou um detetive particular, fui contratado por uma mulher chamada Nair que perdeu o filho em uma floresta, perto do lugar onde vive. Ela me disse que a polícia tentou achar o menino, mas que eles ainda não voltaram da floresta também, já fazem dois dias que os policiais partiram em busca do menino. Falando nisso, o filho de Nair não foi o primeiro a desaparecer, segundo ela, outras duas crianças desapareceram antes na região florestal o qual seu filho também segue perdido.

25 de agosto de 2015

Bem, acabei de embarcar no avião daqui da capital até o interior para achar o menino Benjamin, filho de Sônia.
Ao chegar no interior já faço reserva em um hotel caindo as pedaços que fica próximo da casa de minha nova cliente. Depois de fazer o check-in, vou até a casa dela.
Cheguei até a casa de Sônia. Conversamos. Algo parece estar errado com essa mulher. Ela treme ao falar do “monstro” que levou seu menino para longe, mas que ainda tem esperança de acha-lo, por isso me contratou. Eu não posso fazer nada para ela a não ser falar que vai ficar tudo bem.
Peço o endereço das outras famílias que também perderam seus meninos, felizmente as duas casas são vizinhas e não demoro muito até achar uma das famílias.

O menino Francisco

Essa é a casa da família Lacerda, o qual perdeu o seu filho Francisco, há aproximadamente seis dias (com base no que Sônia me informou). Chego até a porta e toco a campainha. Quem abre a porta é um homem loiro, sem camisa e com uma saliente barriga com marcas vermelhas de recém coçada. Eu me apresento e ele apenas fala pra mim: “Nós já perdemos a esperança, seu detetive, nosso querido Francisco está agora nas mãos de Deus.”. Eu presto minhas condolências e depois disso peço uma pista, alguma ultima palavra, onde o menino disse que ia, algo assim. O homem me responde: “Bem, segundo a mãe dele, minha esposa, Francisco disse que iria brincar um novo amiguinho, depois disso ele nunca mais voltou. Logo o da Sônia também desapareceu e as investigações da polícia começaram, mas os homens fardados também não voltaram. Depois disso eu nunca mais saí de casa, quem faz as compras agora é minha esposa, hehe”.
Eu agradeço a ele e parto para a outra casa, torcendo para que a próxima família tenha mais pistas do que esse homem covarde.

O menino Pepe

Essa é a casa do outro menino desaparecido, o tal de Pepe, que era o melhor amigo do Benjamin.  Algo estranho aconteceu no caminho da casa da família de Francisco até essa casa, senti que alguma coisa vinda da floresta me observava. Será que estou vendo muita TV?
Bom, o que importa é que cheguei até a casa de Pepe, uma casinha humilde com uma caixa de correio com o nome Veiga estampado logo na frente. Eu bato na porta. Uma mulher negra, com grandes e volumosos cabelos crespos abre a porta, ela pergunta o que eu quero. Meio na defensiva eu me apresento. Ela pede para que eu entre na casa.
É uma casinha com poucos bens, mas muito bem arrumada e com o suficiente para sustentar uma pequena família. A mulher (o nome dela é Diana) pede para eu sentar, eu assim o faço. Ela senta a minha frente e começa a falar sem parar do seu filho Peterson, diz que ele desapareceu logo após o filho de Sônia, que Pepe e Ben eram inseparáveis, e que Pepe sentiu-se responsável pelo sumiço de seu amigo, pois não estava junto a ele no dia, então partiu (escondido, é claro) floresta adentro no meio da noite. Diana começa a chorar, eu digo com segurança que vou achar os meninos. Pergunto para ela se Peterson e Benjamin tinham feito um novo amigo. Ela me responde que sim, um dia antes do desaparecimento de Ben. Pergunto se o amigo novo tinha um nome, mas Diana não soube me responder o nome do garoto. Deixo a casa humilde da família Veiga com um aceno a senhora Diana, de fato o jeito que essa mulher falou tocou comigo, sinto-me no dever de achar as crianças.
Volto para o pequeno hotel, pois a noite já está mostrando as caras por aqui.

26 de agosto de 2015

Acabo de acordar e já não vejo a hora de comer aquele Brunch delicioso que só os hotéis sabem fazer. Bem, não foi o que aconteceu nesse hotel. Somente um copo de leite e uma fruta a livre escolha entre maçã, abacaxi e banana. Pergunto ao atendente se posso falar com o gerente, ele abruptamente diz que sim e sai à caça de seu patrão. A gerente logo chega, sim, uma mulher, e uma mulher muito bonita ainda por cima. Morena de profundos olhos castanhos e com o corpo que somente uma brasileira poderia ter. Pergunto a ela o porquê do brunch ser tão pobre e ela apenas me diz: “Não podemos sair daqui com um monstro a solta”. Eu pigarreio um palavrão e vou até a casa de minha cliente. Lá pelo menos terá um bom café da manhã.
Quando entro na rua das casas próximas a de Sônia, noto que existem quatro casas no quarteirão. A de Sônia, a da família de Francisco, a da família de Pepe e uma outra casa, também muito simples, mas com musgos por toda sua volta, talvez tenha sido por isso que não a vi ontem, parece estar camuflada próxima as florestas que habitam em frente a esses lares.
Bom, sem mais delongas chego até a casa de minha cliente. Ela, apreensiva, abre a porta e diz que já me esperava com o café da manhã já pronto. Eu entro na casa de Sônia e vou direto na mesa, que falta de cortesia a minha. Vendo esse meu erro já adianto a minha cliente de que hoje farei o trabalho de campo. Entrarei na floresta para achar os garotos. Ela me diz para eu tomar cuidado com o monstro que lá habita. Eu sorrio e saio, depois de encher a pança com café e pão, atrás de mais pistas.

A casa imunda

Bom, antes de tudo vou até essa casa coberta de musgos, ver se tem alguém (que deve ser muito relaxado) morando aqui. Chego na frente da casa e aquele cheiro de mofo já se entranha nas minhas narinas. Um espirro me sai na mesma hora. Eu bato na porta rústica da casa.
Ouço apenas uma mulher gritando: “Abra a porta, Sasha!” e a tal Sasha, uma criança, respondendo: “Não mãe, é o monstro querendo me pegar”. Quando Sasha diz isso sinto aquele mesmo frio na espinha de ontem. Eu olho subitamente para trás, até a floresta, para ver se tem mesmo algo me olhando, talvez meus olhos tenham me enganado, mas pareceu que um pequeno vulto se escondeu atrás da árvore quando olhei para lá.
A porta abre, uma mulher loira de olhos azuis, muito branca mesmo, e com um cheiro meio azedo me recepciona.
“O que que tu quer?” Ela me pergunta.
Eu respondo com uma cordial apresentação e ela me diz logo de cara que talvez sua filha Sasha possa me ajudar.
Eu sento no sofá imundo da também imunda casa e a criança, meio trêmula, fala pra mim que ela viu o menino que leva a todos na floresta. Ela me disse que seguiu Benjamin no dia em que ele desapareceu, pois ela gostava muito dele, me contou que queria que Ben fosse seu namoradinho. Sasha me explica que se escondeu atrás de uma árvore quando Ben saiu correndo até a floresta atrás do menino chamado Dedé. Ela me diz também que ela voltou correndo para casa depois de ver um enorme flash percorrendo a floresta e o corpo de seu amigo Benjamin caindo no chão. Segundo Sasha é esse brilho intenso que está matando as pessoas, é esse brilho intenso que leva todo mundo na floresta.
Depois do depoimento dessa criança eu cordialmente me retiro da casa imunda da família de Sasha .
Agora eu tenho um nome para o caso. O caso Dedé.
Quando saí da casa dei de cara com a floresta, vi, de longe, um menino loirinho me olhando, escondido atrás de uma árvore. Eu gritei “hey, venha pra cá!”, mas no mesmo estante o menino saiu correndo para o meio da floresta e eu, sem pestanejar, fui atrás da criança. Fui sugado pela tal floresta e conseguia ver o menino lá longe correndo.
Eu gritava para ele parar, mas isso só o fazia correr mais e mais. Até que eu caí, tropeçando num galho. Quer dizer, eu achava que era um galho, mas era o corpo de um policial, medi a pressão cardíaca já sem esperança, pois o moribundo estava mais branco do que papel e a boca mais preta do que carvão. Sem sombra de dúvidas aquele homem estava morto.
Antes que escurecesse novamente eu voltei para o hotel, pois tinha adentrado demais na mata e não sabia direito como sair. Quanto mais eu andava, mais eu sentia que a criança estava atrás de cada árvore me observando atentamente. Eu não olhei diretamente para ele, pois estava com muito medo. Por sorte eu saí de lá antes do anoitecer.
Fui até o hotel e jantei um péssimo feijão e arroz antes de dormir.

Hoje

NÃO OLHE DIRETAMENTE NOS OLHOS DELE!"

- Olha só isso, cara. Essa última parte do diário de Baltazar parece ter sido escrita com terra.
- Sim, e parece ser a mesma terra daqui da floresta.
- Por que você acha que só tem isso escrito aqui?
- Nossa, cara! Você não raciocina, não? É óbvio que esse tal de Dedé pegou o Baltazar e a causa da morte seja olhar diretamente nos olhos da criança.
- Ah, desculpe, sabe tudo. Mas eu sou cético quanto a isso até que me provem o contrário.
- Você ouviu a mulher, já faz tempo que ela contratou o Baltazar para esse caso. Ela queria deixar quieto, mas ainda tem esperanças de achar o filho. Vamos dar o nosso melhor para que achemos o corpo, pelo menos.
- Quanto você acha que nós andamos aqui na floresta?
- Não sei direito, há muitas horas, com certeza. Já está anoitecendo e minhas pernas estão pedindo descanso.
- Hey, olhe só para aquilo.
- Meu Deus! Uma pilha de corpos, são as vítimas de Dedé, com certeza!
- Vamos nos aproximar dos corpos.
- Que loucura! Estou com medo!
- Não precisa ter medo, vamos resolver isso de uma vez. Pegamos o corpo do pequeno Ben e vamos até Sônia.
- Mas estão todos decompostos!
- Que se foda, venha aqui comigo!
- Tá bom...
- Deve ser esse corpo aqui, é menor que os outros e o cabelo é ruivo como o da mãe.
- Hey, o que é aquela luz ali longe?
- Não olhe! É Dedé! Não olhe!
- Ah, meu Deus, eu não consigo! Ele está me olhando! Salve-se!
- Meu Deus, seu corpo está espatifado, não era pra você ter olhado para ele! Eu falei! Estou com medo agora! Estou fechando meus olhos. Só abrirei depois de não sentir mais nada!
...
- Ai, parece que ele se foi, Por que estou falando só? ...Vou abrir meus olhos agora.


Dedé olha para você.
Tom wants to die by Nutty-Nutzis

Não levem o título ao pé da letra, minha infância não foi chata. Foi muito divertida... É só que... Eu era uma criança muito chata, levava tudo ao pé da letra, era muito sério, não gostava que zombassem de mim e, principalmente, pensava demais!
Eu era uma criança estranha.
Via sempre os mesmos desenhos no Cartoon Network e, por exemplo, quando passava Tom & Jerry eu gostaria de ver o Tom levando uma melhor (mesmo já sabendo todos os episódios de cor e com ciência que o Jerry ganharia o dia) divagava comigo mesmo: "Por que o Tom tem de sofrer tanto? Quem começou tudo isso foi o Jerry! Por que ele sempre leva a melhor se ele quem é o vilão da história?". Outro exemplo é enquanto via Papa-léguas e Coiote e pensava durante todo o episódio: "Por que o Coiote, ao invés de comprar todos esses produtos Acme, não mata a fome comprando comida?"
Dissertava comigo mesmo, divagando, por horas, jeitos alternativos de terminar aquilo tudo, sem que ninguém sofresse. Achava mais de mil alternativa em minutos. Não importa no quê. Filmes, desenhos, seriados, livros, histórias em quadrinho. Onde havia uma história, eu procurava um final melhor, que apetecesse a minha mente infantil e inocente.
  Eu achava muito injusto o que esses roteiristas insensíveis faziam, talvez seja por isso que hoje eu esteja aqui, tentando levar uma vida do mesmo jeito que eles levavam, através da escrita. Um reflexo da minha infância chata. Talvez para consertar tudo isso que eles faziam? Acho difícil, visando tudo o que escrevo ultimamente, sempre triste, com um fim não tão justo e, às vezes, injusto.
Eu acho que eu virei um deles e que, dessa vezes, o aluno superou seus mestres.
Self Portrait: The Other Side of the Mirror by InstilleadPhear

O mundo era preto e branco, não existia cor, mal existia vida. Todos os habitantes faziam suas funções e voltavam para casa, não havia interação, não haviam gargalhadas, mal haviam sentimentos. Os cachorros não mais latiam, os passarinhos não mais cantavam, os gatos não mais miavam, pois ali mal havia vida.
Um homem cansado de um longo dia de trabalho retorna para casa, ele quer descansar. Mas algo logo o chama atenção. Uma bolotinha de cor vermelha, que nunca foi notada por ele estava jogada ao chão, naquela vastidão sem cor. Um pequeno pontinho vermelho. Logo o homem pegou essa bolotinha vermelha e colocou sobre o nariz. Ele sentiu a vida novamente. Cores começaram a tomar forma em seu corpo, uma imensidão de cores que mal daria para imaginar, e tem mais! Por onde ele passava, colorido também deixava. Decidiu então dar a volta no mundo.
O homem saiu de casa, e por onde ele ia a vida voltava a existir. Os cachorros voltavam a latir, os passarinhos voltavam a cantar e as criancinhas gritavam sorrindo em sua volta: “Sr. Palhaço, Sr. Palhaço, o senhor é muito engraçado!”.
O Sr. Palhaço não parava mais, ele decidiu colorir o mundo e assim o estava fazendo. Sentia isso, pois agora ouvia até os adultos conversarem, via muitos dançarem, mas o mais importante: os via sorrir!
Depois de quase uma vida colorindo a tudo e a todos ele terminou sua tarefa, pois agora voltara pra casa.

O Sr. Palhaço sentou na sua cadeira, a bolotinha vermelha caiu de seu nariz e ele voltou a ser preto e branco. 
Sleeping giant by juliedillon

Parte 1:

O ano é 3069, os recursos terrestres estão escassos, a tecnologia avançada demais. Grandes colônias lunares orbitam a Terra, como satélites, é onde as pessoas de poder ficam. E eu... sou apenas mais um dos milhares de humanos que definham aqui em baixo.
Estamos com medo, não podemos nem tentar reivindicar o que é nosso por direito: água, frutas, comida. Tudo o que é de melhor vai para eles, os poderosos, donos dos satélites, aqueles que tudo veem... semi-deuses.
Dinheiro não existe mais, esperança também não. Os militares lutam num último suspiro ao nosso lado, pois eles foram traídos também. Tentaram proteger aqueles que hoje riem de nós, em um momento em que ainda havia esperança, onde a esperança era nos mentida pelos que agora estão acima do céu.
Nós estamos tentando viver de forma rural, mas nem assim eles nos deixam viver. Roubam tudo que plantamos e conquistamos. Nossa labuta não é mais de nada.
Os militares estão falando sobre o projeto 30-69 ultimamente, mas eu não sei do que isso se trata.

Parte 2:

Hoje tive mais um dos pesadelos constantes que assolam minhas frágeis noites de sono. Talvez porque isso nunca tenha saído de mim. Essa culpa... essa sujeira.
Meus pais são uma das pessoas hoje poderosas. Eles estão acima de mim. Me deixaram definhando aqui... não porque quiseram, mas sim porque eu quis.
Tentaram me levar para cima, para o seu paraíso sideral. "Vamos fazer parte das colônias lunares no paraíso" ela disse pra mim "Compramos um dos melhores lugares na órbita" ele tentou me convencer, e eu só respondi: Não!
Eles me deixaram sem pensar duas vezes. Eu sorri.
Se o paraíso é onde eles estão agora, prefiro ficar aqui no meu inferno, onde pelo menos tenho dignidade, onde não tiro proveito de ninguém e onde ainda tenho porque lutar.
Enfim, acordei agora e o pouco que rodeei pela base militar ouvi falar em algo que há muito tempo não ouvia: ESPERANÇA!

Parte 3:

O projeto 30-69 é a nossa esperança. Os militares têm esse protótipo gigantesco e humanoide já faz alguns anos, eles só ajustaram algumas coisas, trocaram a carcaça por titânio, alumínio e aço. Para que sobrevoe em órbita tranquilamente. No fim das contas é uma espécie de robô gigante.
O plano em si é muito simples: "Alguém pilota o robô e se joga contra as colônias". O problema do plano é que ninguém quer desempenhar tal papel, pois aqui todos também são egoístas quanto lá em cima... bem... todos, menos eu. Eu me alistei para o projeto. O único voluntário. Agora estou recebendo o treinamento adequado para a execução do plano.
Eu sou a esperança do planeta terra voltar a ser o que era, como nas antigas histórias em que eu lia nos livros.

Parte 4:

Primeira vez que dormi tranquilamente desde que tudo isso aconteceu. Sonhei com a salvação, com um ato de bravura, comigo prestes a mudar as coisas.
Já vou direto para a base militar. Sento na unidade gigantesca 30-69. Os motores estão em propulsão. Decolagem perfeita!
Sinto a pressão quando cruzo a Ozonosfera. Vejo as bases paradisíacas, estão mais próximas do que eu pensava. Os cálculos militares foram minuciosos e perfeitos. Estou colidindo contra as colônias. Não posso conter o choro. Meu corpo todo explode no impacto, sinto-me evaporar.
Apesar de ter morrido eu sei que valeu a pena. Vendo uma estátua minha no centro da capital e as pessoas podendo viver normalmente de novo. Eu estive aqui para fazer a diferença.



De onde eu conto essa história? Do lado de dentro do espelho.


On the rocks, by Sican

Feito de mar, minhas ondas quebram em ti
Feita de pedra, fica no lugar onde bati
Te modelo em formas que gosto de admirar
E tu ficas aí, imóvel, sexy sem ser vulgar

Te trago presentes do meu profundo oceano
Para em ti tocar e me mostrar um grande dano
Algo verde irradia de ti se não me engano
Não te amo mais, pois eu mesmo fui profano

Mas algo grave aconteceu, foi insano!
Roubaram-te de mim, foi um humano
Ele te quebrou com aquela tal de picareta
E te botou a bolos para dentro da maleta

Agora inundo a todos com minha fúria
Eu me sinto só, junto da minha lamúria
Eles te querem para fazer tal respalda
Sinto tua falta, minha querida esmeralda
Sad Clown by dzpal

Cheio de amor e cheio de fogo
Cheio da vida e de todo esse jogo

Cheio de nada e cheio de tudo
Cheio que fico até carrancudo

Cheio de noite e cheio de dia
Cheio o bastante, me dá agonia

Cheio de metas e cheio de meio
Cheio de mais e de saco cheio.
A estátua de Kumkang - Yuksa , um guerreiro famoso em Sukulam , uma caverna de pedra construída na era da dinastia Silla .


Eu hei de ser o guerreiro Kumgang
Farei dos pés e das mãos o meu caminho
Voando bem alto, lá no dojang
Ou lá em casa, em qualquer cantinho

Meus demônios internos eu irei matar
Nessa jornada não me encontro sozinho
Eu passo por fogo, água, terra e o ar
Junto de Confucio e de Buda um pouquinho

Firme como a montanha, a cabeça não baixa
Treinarei sem parar, construindo meu ninho
Refletindo a mim mesmo na faixa
E o céu e a terra no uniforme de linho

O Sol é nosso ouro
A lua nossa prata
As terras nosso bronze
Essas são nossas medalhas

O atleta é iluminado
Ele luta, é nosso eleito
Para num dia quem sabe
Brilhar o mundo no peito
The stars, por Andire

Eu só queria roubar o Mar
Para mergulhar nos meus sonhos
E para também vivenciar
Os desejos e sonhos dos outros

Eu só queria ser o dono do Sol
Para poder radiar toda alegria
E tirar a tristeza com um anzol
Através da rotina do dia-a-dia

Eu só queria visitar as estrelas
Num piscar de olhos, rápido assim
Para com elas aprender, quando vê-las
A iluminar essa escuridão dentro de mim


The undying Soldier, por Indagate

Nesse pequeno mundo
Tenho uma grande missão:
Não deixá-lo imundo
Ou acabar num caixão.


Monstro do Pântano, fase Alan Moore.

As pessoas não sabem mais
do que se trata a simplicidade da vida
o verde, brisa e coisas tais
fazem certeza dela ser muito valida

Uma vez alguém me falou:
"A vida é triste, cinza e sem graça,
como você nunca notou?"
Eu tentei entender tal ameaça,

mas logo fui acariciado
por um leve vento e uma chuva de flores
e eu não quis ter continuado
as trevas acrescendo, pois vivo de amores.





arte por ModBlackmoon

Olá, o meu nome é poesia
A vocês quero deixar um recado
Eu não sou apreciada hoje em dia
tanto quanto era no passado

Isso me faz pensar na ironia
Da evolução do caminho cruzado
Será a humanidade de grande avaria?
Ou minha morte já é algo crivado?