Peixes

Todas as imagens dos doze sonetos do zodíaco são de domínio público

Por fim deixo contigo o sonho
Imensurável és tua mente, peixes
Indo da coragem ao medonho
Do sombrio até da luz os feixes

Tu és muitos, mas apenas um só
Dos que integram os opostos és o Faraó
O pensamento teu ao infinito vibra como pó

Buscas e não buscas a ti mesmo
No mundo interno te jogas a esmo
Místico e inconstante, aspira o intangível
Ponha os pés no chão, sejas possível

Tua mente? um presente incompreensível
Teus sonhos? tocam ao insensível
Mergulhes e encerres este ciclo irreversível